domingo, 16 de junho de 2019

A arte de Cyberpunk 2077 foi criticada por Transfobia, A CD Projekt Red fala sobre isso




Confira !!



Após a apresentação de Cyberpunk 2077 na E3 2019, foi divulgada uma imagem do jogo que foi fonte de uma controvérsia ao mostrar uma mulher trasgênero como sendo fonte de piada em uma arte comercial.

A foto, foi usada para mostrar a tecnologia de Ray Tracing (renderização de imagens tridimensionais) que é usada no game onde é mostarad uma propaganda de uma bebida chamada ChroManticore, onde aparece o slogan "Mix itUp!", que significa Misture as Coisas onde é mostrado uma mulher vestindo um maiô e aparece visivelmente um contorno de um pênis.





Essa imagem gerou críticas pelos apoiadores e pela comunidade LGBT, onde foi dito que isso reforça o estereótipos de mulheres trans como figuras exóticas e fetichizadas.  Sabe-se que a CD Projekt também não possui um histórico positivo nesse sentido pois ela mesma já se envolveu em controvérsias por fazer piadas transfóbicas nas redes socias (via Kotaku)

A diretora do projeto Kasia Redesiuk, disse em uma entrevista feita pelo site Polygion que a imagem não pretendia refletir  uma mensagem transfóbica em si, e sim a sua  comercialização dela como srendo um objeto sexualizado para vender produtos, como é caso com mulheres cisgênero na sociedade moderna.

"Pessoalmente, para mim, esta pessoa é sexy", disse. "Eu gosto do visual desta pessoa. Porém, esta modelo é usada - seu corpo maravilhoso é usado - por razões corporativas. Eles são mostrados como se fossem coisas, e esta é a parte terrível disso."
 "Cyberpunk 2077 é um futuro distópico onde megacorporações ditam tudo", continuou a artista. "Elas tentam, e conseguem, influenciar a vida das pessoas. Elas enfiam seus produtos goela abaixo. Elas criam propagandas agressivas que usam, e abusam, de muitas das necessidades e instintos das pessoas. Por isso, hiperssexualização está aparente em todos os lugares, e nos nossos comerciais há muitos exemplos de mulheres hiperssexualizadas, homens hiperssexualizados, e pessoas entre estes gêneros hiperssexualizadas."

 "Isso tudo é para mostrar [como no mundo moderno], hiperssexualização em propagandas é simplesmente terrível", declarou. "Foi uma escolha consciente de nossa parte mostrar isso neste mundo - um mundo onde você é um cyberpunk, uma pessoa lutando contra corporações. É contra [esta propaganda] que você está lutando."

A Customização do Gênero 

Paralelo à isso, o diretor  de quests Mateusz Tomaszkiewicz, fez uma declaração ao site Gamasutra , onde le diz que o estúdio trabalha para que a customização do protagonista do jogo, V, possa ser compatível com uma diversidade de gêneros diferentes.

"É um assunto muito sensível e importante, acredito. Nós pensamos muito sobre isso", declarou. "Uma das coisas que queremos no jogo final [...] é dar aos jogadores o máximo de opções de customização possíveis no começo do jogo."
 "Por exemplo, queremos fazer algo em que, ao criar seu personagem, depois de escolher seu biotipo, você pode, por exemplo, usar traços físicos enquanto constrói seu rosto que poderiam ser assumidos para um homem ou mulher."
 "Ou não-binário", continuou após uma pergunta sobre o assunto. "A ideia é misturar tudo isso, dar isso aos jogadores ,como ele gostariam de fazê-lo."

Foi dito também por Tomaszkiewicz, que algo similar está sendo feito com as vozes do protagonista, mas que ainda é um trabalho em progresso por "não ser tão fácil quanto parece".

"Em temos de como representaremos os personagem na ambientação em si, é claro, sim, estamos prestando bastante atenção nisso", disse. "Não queremos que ninguém sinta que os estamos negligenciando, ou os tratando de forma errada."


Cyberpunk 2077, chega para PC, Xbox One e PlayStation 4 em 16 de abril.

Até a próxima !1

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